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O que nos nutre?

Um dos conceitos que mais me apaixonou dentro da minha certificação como coach de saúde integrativa foi o de alimentação primária. Este conceito, desenvolvido por Joshua Rosenthal, pretende englobar todas as coisas que nos nutrem fora do prato, sendo as mais importantes o exercício físico, a carreira, os relacionamentos e a espiritualidade. Se estas áreas estiverem equilibradas, a comida é algo secundário. Se vivermos relacionamentos saudáveis, praticarmos atividade física de que gostamos regularmente, tivermos um trabalho que nos apaixona e desenvolvermos uma prática espiritual, a nossa fome de viver fica satisfeita.

Podemos comer todas as saladas do mundo, mas se não nos nutrirmos de forma holística, nunca nos vamos sentir realmente vivos. E não há uma fórmula mágica para isto – cada um de nós é único e deve descobrir o que funciona para si.

Este conceito de alimentação primária surgiu quando Joshua trabalhava numa loja de produtos naturais. Ele observava os clientes que entravam na loja todos os dias, que compravam os melhores produtos e liam cuidadosamente os rótulos. À noite ia ao cinema e via que os grupos de amigos e os casais que socializavam e riam juntos – a comer pipocas e refrigerantes – pareciam mais felizes e saudáveis do que as pessoas que tentavam a risca seguir dietas e planos e procuravam a sua ajuda na loja.

Nós, humanos, procuramos a diversão, brincadeira, toque, romance, intimidade, amor, sucesso, arte e música, liderança, entusiasmo, aventura, e espiritualidade. Todos estes elementos são formas essenciais de nos nutrirmos, tranquilizarmos e nos sentirmos revigorados.

O corpo necessita, obviamente, de comida nutritiva e de qualidade. Mas uma vida que nos preenche e satisfaz, é que é o combustível para a felicidade e o equilíbrio. Quanto mais investimos na alimentação primária, menos necessitamos de comida para nos ajudar a gerir as nossas emoções, pois os alimentos não conseguem proporcionar a alegria e realização que retiramos das outras área da nossa vida.

Para equilibrarmos todas as áreas referidas anteriormente, podemos ter de fazer mudanças que nos assustam. Deixo o desafio para que o faça mesmo com medo. Poderá ser uma mudança de carreira, afastar-se de uma pessoa que não lhe faz bem, inscrever-se numa maratona ou experimentar meditar pela primeira vez. Convido a que dê o próximo passo para se sentir mais completo física, mental, emocional e espiritualmente.

Porque o que cada um quer para si pode ser diferente, mas a verdade comum é que todos merecemos sentir-nos nutridos a todos os níveis, dentro e fora do prato.

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